EU SOU OLODUM, QUEM TU ÉS?

Nascido no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador na Bahia, o Olodum se tornou um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira em todo o mundo.

Em 25 de abril de 1979, os amigos Carlos Alberto Conceição (Carlinhos), Geraldo Miranda (Geraldão), José Luiz Souza Máximo, José Carlos Conceição (Nego), Antônio Jorge Souza Almeida (Vô), Edson Santos da Cruz (Bobo) e Francisco Carlos Souza Almeida (Gordo) criaram o que era para ser uma opção de lazer momentânea para os moradores do Maciel-Pelourinho curtirem o carnaval com dignidade. Em pouco tempo, o Bloco Olodum se tornou referência e difundiu uma nova cultura em todo o mundo.

Atualmente, o Olodum é constituído de bloco de carnaval, uma banda internacionalmente conhecida, uma escola do conhecimento, um bando de teatro, um centro digital e memória, uma editora de publicações antirracistas, um estúdio para criação de novas produções musicais, uma marca forte, que além das atividades de arte, educação, música e cidadania, desenvolve diversas campanhas de defesa e estímulo da cidadania e direitos humanos, uma verdadeira holding cultural, o mundial Olodum.

O QUE SIGNIFICA “OLODUM”

 

A palavra OLODUM é de origem yorubana, idioma falado pelos Yorubás vindos da Nigéria e Benin para a Bahia em séculos passados, durante a escravidão no Brasil.

A palavra completa é OLODUMARÉ, que significa “O Deus criador, o senhor do universo”, e que representa no candomblé um princípio vital, a suprema ordem fundamental.

AS CORES DO OLODUM

As cores que representam o grupo também não foram escolhidas ao acaso.

Todas juntam formam a base do panafricanismo, rastafarianismo e do movimento reggae. São as cores internacionais da diáspora africana e constituem uma identidade internacional contra o racismo e a favor dos povos descendentes da África.

 O verde, as florestas equatoriais da África
O vermelho, o sangue da raça negra.
O amarelo, o ouro da África.
O preto, o orgulho da pele preta.
O branco, a paz mundial.

A EVOLUÇÃO DA MARCA OLODUM

Primeira marca do Olodum, utilizada entre 1979 e 1990, criada pelo então diretor artístico Francisco Santos. A máscara representa as etnias africanas.

Criada por Euzébio Cardoso em 1990, esta foi a segunda marca utilizada pelo Olodum, que passou a adotar as cores do panafricanismo. Diferente dos demais blocos afro, leve, clean e com potencial mercadológico, a nova marca do surgiu na época do nascimento da Boutique, hoje Loja Olodum.

Em 1994, a diretoria do Olodum encomendou a criação de uma marca que apresentasse ao público um dos seus principais valores, a paz. A partir daí, João Silva utilizou o símbolo da paz, criado em 1958 pelo designer britânico Gerald Holtom, e incorporou nele as cores do panafricanismo já utilizadas e parte da identidade do Olodum.

DECLARAÇÃO ESTRATÉGICA DO OLODUM

MISSÃO

Combater o racismo, promover a inclusão social e empoderar a comunidade afro-brasileira por meio da arte, educação e da cultura. O Olodum existe para resgatar a dignidade e ancestralidade da população negra, transformando a realidade de jovens e adultos e utilizando a arte como instrumento de denúncia, educação e mobilização social.

 

VISÃO

Ser reconhecido globalmente como a principal organização de defesa e difusão da cultura afro-diaspórica, consolidando-se como um agente transformador definitivo na construção de uma sociedade justa, igualitária e livre de qualquer forma de preconceito.

 

VALORES

Antirracismo
Luta ativa, diária e inegociáel contra todas as formas de discriminação, opressão e desigualdade racial no Brasil e no mundo.

Ancestralidade e Orgulho
Respeito profundo às matrizes africanas e exaltação da estética e da cultura negra, mantendo vivas a memória e as tradições que formam a base da sociedade brasileira.

Educação Cidadã
A crença inabalável no conhecimento e na arte como as ferramentas mais poderosas para a formação de pensamento crítico, libertação e emancipação de jovens marginalizados.

Inovação Cultural
A capacidade de reinventar a própria tradição, desde a criação do samba-reggae ao diálogo com tendências globais sem perder as nossas raízes.

Protagonismo Negro
Promoção e exigência de presença de vozes, lideranças e narrativas negras em todos os espaços de poder, mídia e sociedade.

 

DIRIGENTES

Jorge Ricardo Rodrigues (Jorginho)
Presidente Executivo

Marcelo Gentil
Presidente de Relações Institucionais

RECONHECIMENTO

Lei nº 3395, de 28 de setembro de 1984
Câmara Municipal de Salvador
Considera de Utilidade Pública o Grupo Cultural Olodum.

Lei nº 13.929, de 19 de fevereiro de 2018
Assembleia Legislativa do Estado da Bahia
Reconhece o grupo Olodum como patrimônio imaterial do Estado da Bahia

Embaixador da Organização das Nações Unidas (ONU) na América do Sul.

Histórico de ações reconhecidas pela UNESCO.

 

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